Abril 19, 2011.
Konstantin Pentchev, da Ouvidoria Nacional, examinará pessoalmente o espancamento causado por apoiadores do IMRO aos membros das Testemunhas de Jeová no domingo em Burgas. Jovens vestindo bandeiras e símbolos da VMRO, fizeram um protesto em frente à casa de oração onde a religião se reunira com seus seguidores. O protesto se transformou em uma série de invasões sobre o edifício no qual os crentes eram maltratados. A polícia interveio quando o massacre já estava em pleno andamento e prendeu vários jovens, incluindo o líder do VMRO em Burgas.
Konstantin Pentchev exigiu ao Ministro do Interior, Tsvetanov, informações sobre a ação da polícia local, se estava pronta e preparada para garantir a segurança durante a manifestação. O Gabinete do Promotor de Justiça recebeu, na terça-feira, a solicitação.
Em cartas enviadas a Tsvetanov, Procurador-Geral e Presidente da Câmara de Burgas, o Promotor de Justiça lembrou publicamente sua posição de que é necessário mostrar rigor especial das autoridades competentes responsáveis pela investigação. Tais casos não devem ser automaticamente restritos ou convertidos ao caráter formal dos crimes cometidos por “motivos hooligans”, mas que se deve reconhecer e investigar a possível existência de “crimes de ódio”.
O VMRO tem repetidamente manifestado publicamente a posição do partido contra a religião, que consideram cultos ilegais, apesar do fato das Testemunhas de Jeová estarem registradas pelas autoridade búlgaras.
“Este caso diz respeito a direitos humanos fundamentais consagrados em ambos os intrumentos internacionais ratificados, promulgados e vigentes no país e da Constituição da República da Bulgária”, diz Pentchev.
Em sua carta ao Procurador-Geral, o Promotor de Justiça propõe a realização de controles, afirmando que deve ser dada atenção especial ao caso e fazer todos os esforços para capturar os autores do ataque por meio de uma investigação minuciosa a fim de estabelecer os motivos do ato e impor uma pena justa.